Leandro da Silva Sousa, de 32 anos é suspeito de matar o delegado Márcio Mendes Silveira
As forças de segurança entram, nesta sexta-feira (11), no
segundo dia de buscas por Leandro da Silva Sousa, de 32 anos, suspeito de
matar o delegado Márcio Mendes Silveira, durante o cumprimento
de um mandado de prisão na zona rural de Caxias (MA). O crime aconteceu na
manhã de quinta-feira (10).
Leandro tinha um mandado de prisão em aberto por roubo e é
acusado de cometer um assalto recente na região. Segundo a polícia, ele atirou
com uma espingarda calibre 20 no momento em que Márcio e sua equipe tentavam
entrar em sua casa, no povoado Jenipapeiro. O delegado foi atingido no pescoço
e morreu no local.
As buscas mobilizam agentes do Maranhão e do Piauí. Ontem a
noite, barreiras foram montadas em estradas vicinais e acessos a povoados, com
apoio de drones, cães farejadores e um helicóptero. A Polícia Federal e a PRF
também participam da operação, que tenta localizar o suspeito em uma área de
mata densa.
Durante as diligências, um carro supostamente usado por
Leandro foi encontrado abandonado às margens da BR-316, na zona rural de Timon.
No veículo havia roupas e um galão de água, o que indica que ele pode estar
preparado para se esconder por mais tempo.
Dois policiais que acompanhavam o delegado também foram
baleados, mas sobreviveram. Um foi atingido no braço e na mão, o outro, na
virilha e de raspão no braço. Um deles conseguiu buscar socorro em um povoado
próximo.
Delegado experiente
Márcio Mendes tinha 51 anos, era natural de Fortaleza (CE),
morava em Teresina e atuava no 4º Distrito Policial de Caxias, responsável por
investigações na Região Leste do Maranhão. Ele estava na Polícia Civil há mais
de 10 anos, com passagens por Trizidela do Vale e Coelho Neto. Deixa dois
filhos.
MATÉRIA SISTEMA NORDESTE / CAXIAS-MA SOBRE MORTE DELEGADO MÁRCIO MENDES
Repercussão
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão lamentou a
morte e informou que enviou reforços de São Luís para ajudar nas buscas. Em
nota, classificou o crime como um ataque “covarde e brutal”.
A Associação dos Delegados de Polícia do Maranhão
(Adepol-MA) também se manifestou: “Não podemos permitir que esse tipo de crime
bárbaro atinja quem dedica a vida à segurança da população. Vamos cobrar rigor
absoluto nas investigações.”
O corpo do delegado está sendo velado na Avenida Miguel
Rosa, em Teresina.
Por: Coluna do jornalista Lucas Rangel, na linha de frente da informação